Agora que o novo ano já percorreu um doze avos do nosso calendário, que os desejos das Festas e do Novo Ano se mantenham.Um mês cumprido de 2022. Ainda é o “ano novo” e fazem-se balanços a 2021. Será no futuro conhecido como o segundo ano da pandemia. Também será conhecido como mais um ano da tremenda crise climática e assinale-se, agora que entramos neste Fevereiro, que Janeiro foi um mês de seca extrema. Aguardamos com expectativa sombria o relatório do IPMA sobre o mês que findou esta madrugada. Começamos esta semana com o contributo de Luís Veiga Martins, Chief Sustainability Officer da Nova SBE, que nos fala dos temas que vamos ouvindo nas notícias e que cada vez mais merecem a nossa atenção. Não se estranha que os desafios climáticos estejam no topo das preocupações sempre que um inquérito é posto em marcha. Luís Veiga Martins traz-nos um estudo realizado pelo CEMS que reúne 34 universidades de vários países. Se é esta a grande preocupação demonstrada, é desta grande preocupação que devemos tratar e não há volta a dar. No ciclo de debates de preparação para o congresso da ACEGE, adiado para Abril devido à situação pandémica, o núcleo do Ribatejo reuniu quatro vozes que trabalham na área agrícola, primordial no combate à crise climática, seja pelo seu papel no cultivo dos solos que estão à mercê directa destas alterações, seja pelo seu papel preponderante na sustentabilidade da biosfera. Ouvimos quem ouve a terra por trabalhá-la de perto e este testemunho merece a máxima atenção. E porque no ciclo se aborda a crise humanitária decorrente das alterações climáticas e dos conflitos que afligem uma grande parte do mundo, trazemos o relatório da Oxfam aos nossos leitores, que ilustra bem o agravamento das desigualdades originado pela pandemia. Há efectivamente muitos pobres no mundo e as condições em que vivem merecem a nossa reflexão e todo o nosso cuidado. Estes números representam pessoas e nunca o devemos esquecer. O quarto conteúdo desta semana é-nos entregue por Mariana Esteves, investigadora da Nova SBE. O balanço social que apresenta não nos mostra uma situação bonita. Os indicadores estão todos na zona de alarme e, mais uma vez, estes números representam pessoas e famílias. Mais uma reflexão que propomos aos nossos leitores. Agora que o novo ano já percorreu um doze avos do nosso calendário, que os desejos das Festas e do Novo Ano se mantenham. Afinal bem sabemos que as miss Universo têm toda a razão quando lhes perguntam pelos grandes desejos que querem ver realizados. |
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