Piratas e confiança8 de Fevereiro de 2022. Ficará para a história como o dia em que um ciberataque afectou de forma muito evidente vários milhões de portugueses. A magnitude da façanha é tal que já hoje mesmo se ouviu falar num antes e num depois deste ataque. A internet. Para quem tem mais de quarenta anos, não é uma ferramenta que tenha estado aqui desde sempre. A geração X nasceu com a televisão no quotidiano e viu aparecer telemóveis e computadores capazes de dialogar com outros computadores. Quando estes X eram novos conheceram falhas na emissão da televisão, na altura apoiada em antenas. Também havia falhas na rede telefónica que circulava em vetustos cabos de cobre. Quem tocava um instrumento tinha acesso um «Si» contínuo quando levantava o auscultador e podia afinar qualquer instrumento. Muito se muda em poucas décadas e claro que a malícia muda de meios. Temos agora piratas do digital com um golpe de teatro no Dia da Internet Mais Segura. Ouse-se afirmar que há uma nota de humor negro neste reparo. A internet quer-se mais segura. Há uma dependência extrema das comunicações e os estudos consagrados ao tempo que os mais novos devem dedicar ao «digital» aparecem com frequência. Querem-se rigorosos porque se querem as crianças seguras e um futuro para a humanidade. Abrimos então esta newsletter com um artigo dos dois fundadores do projecto «Agarrados à Net», Tito de Morais e Cristiane Miranda. O texto é de grande valia e pertinência. Porque estamos em 2022, e porque estamos em Fevereiro, divulgamos os números de um barómetro fiável e abrangente. E como no VER queremos ser sempre fiáveis e abrangentes, analisamos, como noutros Fevereiros anteriores, os números mais representativos do Edelman Trust Barometer. E porque as empresas aparecem nos indicadores como entidades nas quais se pode confiar, passamos para uma breve análise do culto empresarial, fundamentada numa breve revisão histórica. São elementos que nos fazem perceber as nossas singularidades e o modo como procuramos a felicidade. Como tão bem cantou Bruce Springsteen em Downbound Train, «I had a job, I had a girl / I had something going, mister, in this world». Linhas que tudo dizem e que apenas não nos falam de porque a saúde não cabe nas músicas rock, pois quando cabe é para ser escrita aos modos de loucura como fizeram David Byrne ou Gilmour e Waters. Importa muito o trabalho, o que fazemos e o «eu» social que representa a nossa actividade. Fechamos com uma análise de José Ramalho Fontes com a valia da AESE e da Academia. Novamente em foco as empresas e as razões porque queremos todos ser o Bruce Springsteen. Há sempre razões para sorrir para o futuro, e como há sempre razões para sorrir para o futuro, leremos risonhos os resultados que nos apresenta. Da mesma forma como sorríamos, enquanto crianças da Geração X, quando faltava a luz e nos alumiávamos com velas e lanternas em brincadeiras sem fim. |
Sem comentários:
Enviar um comentário