|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Existem três livros que são referência quando se fala em obras de ficção científica do século XX. Publicados em décadas diferentes e por autores diferentes, os três juntos são considerados uma trilogia que mostra um futuro apocalíptico assustador a quem está acostumado às regras atuais (ou daquela época) que vigoram na sociedade. Mesmo datando de muitos anos atrás, quando a tecnologia era mais escassa e nem se ouvia falar em telefones celulares, esses três livros não deixam de conter um enredo atual. Tratam-se de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, 1984, de George Orwell, e Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.
O grande fio que une essas obras, além de serem futuristas, é a alienação. Os autores representaram personagens que vivem em mundos onde tudo é controlado, mas que esconde um descontrole que torna o ambiente um lugar caótico. Apenas lendo o enredo das obras para visualizar melhor essa trilogia que marcou o ramo da ficção no século passado.
Admirável Mundo Novo foi publicado por Aldous Huxley em 1932, e retratava uma época futurista onde as crianças são criadas em laboratório e são “programadas” a pertencerem a uma determinada classe social e respeitar todas as leis e regras da sociedade. A alienação é total: não há dilemas morais, religiosos ou sociais. Qualquer dúvida que ouse penetrar na mente de algum cidadão desse mundo é sanada com o consumo da “soma”, a droga da felicidade. Não há família, não há religião, não há senso comum, não há escolhas.
Dentro desse mundo, Bernard Marx se sente diferente. Ao encontrar Linda e seu filho John, que vivem ainda conforme os preceitos do “passado”, Bernard vê uma chance de se impor com superioridade. Ter filhos era inconcebível, e Linda e John sofrem preconceitos e são tidos como “selvagens” nessa sociedade altamente organizada.
No livro, Huxley dá voz à sua preocupação com os constantes avanços da sociedade e, principalmente, com os governos totalitaristas. Ele mostrou que a civilização peca pelo excesso: não pode ser perdida e sem respeito às regras, mas também não pode ser obediente demais.
Em 1949 é a vez de outra obra literária chocar o mundo com sua visão apocalíptica do futuro. É 1984, onde George Orwell apresenta uma sociedade totalmente controlada, que com mentiras mantém todos em uma sensação de conforto ilusório. Nesse ano, que para nós já é passado, o mundo é governado pelo Grande Irmão. Todos são vigiados em seus trabalhos e nas próprias casas pelas tele-telas. Notícias e livros são constantemente alterados para mostrar eficiência e exatidão nas previsões do governo. Nada é contestado e as pessoas que apresentarem qualquer sinal de oposição literalmente somem do mapa. Tudo é fortemente controlado para manter o Partido no poder, qualquer ameaça é descoberta e exterminada.
Aqui, Winston, funcionário do Departamento da Verdade, começa a perceber as falhas da sociedade. Uma nova língua é imposta, o canto de hinos e de demonstração de ódio para com outras ideologias é obrigatório. As palavras, justamente por conta da Novilíngua, perdem seu sentido. A verdade é a mentira, o amor é a guerra. Ninguém está seguro, nem mesmo aqueles que seguem à risca todos os “mandamentos” ditados pelo Partido. A simples fagulha mental de tentar ser diferente é uma condenação.
Já Laranja Mecânica, de 1962, apresenta uma sociedade fora do controle. Os jovens retratados por Anthony Burgess tomam conta da vida urbana com crueldade e extrema violência. Eles roubam, espancam, estupram e matam qualquer pessoa, não respeitando autoridade ou idade. A fim de controlar essa “ultra-violência”, as entidades que devem cuidar da segurança optam por punir esses jovens com a mesma moeda.
Alex, um adolescente de 15 anos, é chefe de uma gangue e acaba por ser preso depois de uma noitada catastrófica. Ele se torna a cobaia de um novo método de conter a violência: o Ludovico. E o livro traz a pergunta: é possível mudar a natureza de uma pessoa e soltá-la na sociedade normalmente, como se nada tivesse acontecido? Ela terá realmente uma “vida nova”?
Essas três obras chocam pelo seguinte aspecto: a falta de livre arbítrio. Dentro de Admirável Mundo Novo, você nasceria pronto para respeitar todas as regras sociais. Em 1984, você teria de abdicar dos prazeres e confortos até chegar ao ponto de nem lembrar de sua existência. Em Laranja Mecânica, você se rende à violência ou, caso esteja do outro lado e passe pelo “Tratamento Ludovico”, você se vê incapaz de matar até uma mosca contra a sua vontade. A sociedade, daquela época e de hoje, não se vê vivendo de outra forma senão em uma que te ofereça escolhas. Os três livros são altamente recomendados para vermos que a sociedade em que vivemos hoje é ruim em vários aspectos, mas maravilhosa comparada com as da ficção.
John Wyndham, Ray Bradbury e outros escritores em alta durante a década de 1950 foram leituras de formação para Margaret Atwood, então uma grande consumidora de ficção científica e ficção especulativa. Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, Fahrenheit 451 revolucionou a literatura com um texto que condena a opressão anti-intelectual nazista e revela sua apreensão numa sociedade opressiva do mundo pós-guerra. O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Em 1966, o diretor François Truffaut adaptou o livro e lançou o filme homônimo.
Publicado originalmente em uma edição simples em brochura da qual Margaret Atwood ainda se recorda, o futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX e se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. Na história, Winston vive aprisionado na engrenagem de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas em que cada pessoa vive sozinha. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel.

Ao lado de Fahrenheit 451 e 1984, esse foi um dos livros que despertou o interesse de Margaret Atwood por distopias quando a escritora ainda era adolescente – fascínio que perdurou durante o período de sua graduação em Harvard no início dos anos 1960. O romance distópico de Aldous Huxley mostra uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual pessoas são programadas em laboratório e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série e a uniformidade. Em Admirável mundo novo, a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo.
Porque tratar da nossa vida sem deixar de contribuir para melhorar a vida dos outros parece um bom lema para o ano difícil que temos pela frente, a frase proferida pelo “capitão da indústria” nascido há 150 anos dá igualmente mote ao artigo em destaque esta semana: a intervenção de José de Mello em mais um encontro de preparação para o Congresso da ACEGE, no qual passado e futuro se entrecruzam e o legado se mantém inalterado.
Mas e como estamos a iniciar 2022 contando com uma contínua imprevisibilidade, o VER publica igualmente uma síntese dos principais riscos globais que nos esperam nos próximos anos a partir do habitual Global Risks Report para 2022, publicado esta semana pelo Fórum Económico Mundial. A ler com muita atenção.
Para os líderes empresariais, optámos por escrever sobre cinco tendências de gestão eleitas pelo IBM Institute for Business Value as quais, e como realça o estudo em causa, deverão ser tomadas em linha de conta a curto e médio prazo.
Para quem viu (ou não) o filme mais falados do último mês – “Don’t Look Up” – e sobre o qual tanto já se falou, uma análise alternativa, apoiada na ciência no geral e na astronomia no particular. Para os curiosos.
A fechar e na rubrica de Opinião, Nuno Gama Pinto escreve sobre a apresentação do novo quadro europeu para a economia social em que a Comissão Europeia – com dois anos de atraso – se compromete a ajudar a reforçar a capacidade de intervenção e a resiliência demonstrada por este sector tão importante.
|
|
|
|
|
The Order of Time
By Carlo Rovelli
|
https://biblioteca.bertrand.pt/reader/index.html
Momentos Estelares da Humanidade, de Stefan Zweig, é um conjunto de catorze episódios onde o escritor austríaco narra alguns dos momentos que mudaram o curso da História. Nestas miniaturas, Stefan Zweig revela-nos como a contribuição individual do ser humano, com o seu poder de criar e de descobrir, e o seu desejo de transcender os limites impostos pelo espaço e pelo tempo, permitiu dar um rumo diferente e decisivo ao destino da humanidade. Entre os vários acontecimentos sumptuosamente descritos pelo autor, assistimos à conquista de Bizâncio pelos turcos, à descoberta do oceano Pacífico pelo aventureiro Vasco Núñez de Balboa, às circunstâncias em que surgiu o hino A Marselhesa, às peripécias da montagem da primeira linha telegráfica transatlântica, à história de amor que inspirou Goethe para a criação da sua Elegia de Marienbad e à crise que levou Händel a compor o glorioso Messias.
«Um povo deve gerar milhões de homens antes de nascer um génio; é sempre preciso que milhões de horas inúteis se passem no mundo antes de surgir uma hora de real importância histórica. Por sua vez, cada um destes momentos marca um rumo durante décadas e séculos. [...] O que normalmente se desenrola devagar, de maneira sucessiva ou sincrónica, comprime-se num único instante que determina e decide tudo: um único sim, um único não, um gesto adiantado ou atrasado torna esta hora irrevogável para cem gerações e determina a vida de um indivíduo, de um povo, e até o destino da humanidade.
Tais horas de grande concentração dramática, portadoras do destino, onde uma decisão capital se condensa num único dia, numa só hora e, muitas vezes, num só minuto, são raras na vida de um indivíduo e são raras ao longo da História. Procuro aqui evocar, a partir das mais variadas épocas e regiões, alguns desses momentos estelares — chamei-lhes assim porque, resplandecentes e inalteráveis como estrelas, brilham para além da noite do efémero.» [do prefácio do autor]
..
5 books I loved reading this year
When I was a kid, I was obsessed with science fiction. Paul Allen and I would spend countless hours discussing Isaac Asimov’s original Foundation trilogy. I read every book by Edgar Rice Burroughs and Robert Heinlein. (The Moon Is a Harsh Mistress was a particular favorite.) There was something so thrilling to me about these stories that pushed the limits of what was possible.
As I got older, I started reading a lot more non-fiction. I was still interested in books that explored the implications of innovation, but it felt more important to learn something about our real world along the way. Lately, though, I’ve found myself drawn back to the kinds of books I would’ve loved as a kid.
My holiday reading list this year includes two terrific science fiction stories. One takes place nearly 12 light-years away from our sun, and the other is set right here in the United States—but both made me think about how people can use technology to respond to challenges. I’ve also included a pair of non-fiction books about cutting-edge science and a novel that made me look at one of history’s most famous figures in a new light.
I read a lot of great books this year—including John Doerr’s latest about climate change—but these were some of my favorites.
1
A Thousand Brains: A New Theory of Intelligence, by Jeff Hawkins. Few subjects have captured the imaginations of science fiction writers like artificial intelligence. If you’re interested in learning more about what it might take to create a true AI, this book offers a fascinating theory. Hawkins may be best known as the co-inventor of the PalmPilot, but he’s spent decades thinking about the connections between neuroscience and machine learning, and there’s no better introduction to his thinking than this book.
2
The Code Breaker: Jennifer Doudna, Gene Editing, and the Future of the Human Race, by Walter Isaacson. The CRISPR gene editing system is one of the coolest and perhaps most consequential scientific breakthroughs of the last decade. I’m familiar with it because of my work at the foundation—we’re funding a number of projects that use the technology—but I still learned a lot from this comprehensive and accessible book about its discovery by Nobel Prize-winning biochemist Jennifer Doudna and her colleagues. Isaacson does a good job highlighting the most important ethical questions around gene editing.
3
Klara and the Sun, by Kazuo Ishiguro. I love a good robot story, and Ishiguro’s novel about an “artificial friend” to a sick young girl is no exception. Although it takes place in a dystopian future, the robots aren’t a force for evil. Instead, they serve as companions to keep people company. This book made me think about what life with super intelligent robots might look like—and whether we’ll treat these kinds of machines as pieces of technology or as something more.
4
Hamnet, by Maggie O’Farrell. If you’re a Shakespeare fan, you’ll love this moving novel about how his personal life might’ve influenced the writing of one of his most famous plays. O’Farrell has built her story on two facts we know to be true about “The Bard”: his son Hamnet died at the age of 11, and a couple years later, Shakespeare wrote a tragedy called Hamlet. I especially enjoyed reading about his wife, Anne, who is imagined here as an almost supernatural figure.
5
Project Hail Mary, by Andy Weir. Like most people, I was first introduced to Weir’s writing through The Martian. His latest novel is a wild tale about a high school science teacher who wakes up in a different star system with no memory of how he got there. The rest of the story is all about how he uses science and engineering to save the day. It’s a fun read, and I finished the whole thing in one weekend.
Quando professoras e educadoras me questionam sobre que materiais podem ter nas suas salas para desenvolver a inteligência emocional, aumentar a autoconsciência ou iniciar trabalho sobre emoções, respondo-lhes sempre o mesmo…..
Podes começar por ter-te a Ti o mais presente e consciente que te fôr possível e uma boa biblioteca.
COM ESTA IDEIA EM MENTE, DEIXO AQUI SUGESTÕES DE 3 LIVROS INFANTIS PARA DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.
Profundo, claro, e maravilhoso para explorar por crianças bem pequenas.
As crianças ficam a perceber o que são emoções e nós com uma óptima estratégia para falar sobre elas facilmente.
Não sei se sabes, mas é que dentro da nossa Alma mora um pássaro.
O Pássaro da Alma é feito de gavetas e mais gavetas. E dentro delas, vivem emoções….
Passados vários anos, tenho alunos que ainda me dizem “Juliana, o meu pássaro abriu a gaveta da alegria” ou “a gaveta da raiva saiu cá para fora e eu não consegui parar ….”
Existem super-poderes infinitos: o optimismo, a valentia, dançar, contar histórias, a memória ou a organização entre tantas outras coisas…..
Todos eles podem ser diamantes escondidos da nossa personalidade.
Este livro feito de pequenas histórias, cada uma com a sua personagem principal, explica-nos como cada um de nós é diferente e especial.
As ilustrações vibrantes e inspiradoras são um dos super-poderes deste livro super criativo.
Dá significado a 42 emoções, explicando por palavras simples o que é cada uma delas.
É um óptimo livro para explicar o que é um dicionário.
Óptimo para possibilitar investigações profundas sobre o que podemos sentir em determinados momentos do dia-a-dia.
Já conhecias algum destes livros?
Tens o teu favorito?
Responde a este email e partilha comigo. Vou adorar receber novas sugestões de livros para ler com os meus miúdos.
Gosto de te ter deste lado,
Juliana Barroso
O Poder Curativo do Coração Com Jorina Elbers, MD https://theshiftnetwork.com/Hearts-Hidden-Role-Healing-Stress-Trauma/recording?utm_sourc...