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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

How to Prevent the Next Pandemic

 

My new pandemic book is coming soon
How to Prevent the Next Pandemic
By Bill Gates | February 8, 2022
I’ve spent the last two years working with my colleagues at the Gates Foundation and our partners to stop COVID-19. I’ve learned a lot in the process—both about this pandemic and how we stop the next one—and now I want to share what I’ve heard.
So, I’ve written a book about how we can make sure that no one suffers through the misery of the last two years ever again. It’s called How to Prevent the Next Pandemic, and it includes a step-by-step plan to make COVID-19 the last pandemic, including the lessons we can learn from COVID, the innovations we need to save lives, and the new tools we need to stop pathogens early and equitably. I hope you’ll read it when it comes out in May.
The world isn’t ready for the next pandemic—but we can be if we make the right choices and investments. I’ll have a lot more to say about this in the months ahead. In the meantime, you can find out more about the book (including pre-order information) on the Gates Notes.
Thank you for being an Insider.
Bill signature





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Valores, Ética e Responsabilidade | nº 616 - 8 fevereiro de 2022

Piratas e confiança

8 de Fevereiro de 2022. Ficará para a história como o dia em que um ciberataque afectou de forma muito evidente vários milhões de portugueses. A magnitude da façanha é tal que já hoje mesmo se ouviu falar num antes e num depois deste ataque.
A internet. Para quem tem mais de quarenta anos, não é uma ferramenta que tenha estado aqui desde sempre. A geração X nasceu com a televisão no quotidiano e viu aparecer telemóveis e computadores capazes de dialogar com outros computadores. Quando estes X eram novos conheceram falhas na emissão da televisão, na altura apoiada em antenas. Também havia falhas na rede telefónica que circulava em vetustos cabos de cobre. Quem tocava um instrumento tinha acesso um «Si» contínuo quando levantava o auscultador e podia afinar qualquer instrumento. Muito se muda em poucas décadas e claro que a malícia muda de meios. Temos agora piratas do digital com um golpe de teatro no Dia da Internet Mais Segura. Ouse-se afirmar que há uma nota de humor negro neste reparo.
A internet quer-se mais segura. Há uma dependência extrema das comunicações e os estudos consagrados ao tempo que os mais novos devem dedicar ao «digital» aparecem com frequência. Querem-se rigorosos porque se querem as crianças seguras e um futuro para a humanidade. Abrimos então esta newsletter com um artigo dos dois fundadores do projecto «Agarrados à Net», Tito de Morais e Cristiane Miranda. O texto é de grande valia e pertinência.
Porque estamos em 2022, e porque estamos em Fevereiro, divulgamos os números de um barómetro fiável e abrangente. E como no VER queremos ser sempre fiáveis e abrangentes, analisamos, como noutros Fevereiros anteriores, os números mais representativos do Edelman Trust Barometer. E porque as empresas aparecem nos indicadores como entidades nas quais se pode confiar, passamos para uma breve análise do culto empresarial, fundamentada numa breve revisão histórica. São elementos que nos fazem perceber as nossas singularidades e o modo como procuramos a felicidade. Como tão bem cantou Bruce Springsteen em Downbound Train, «I had a job, I had a girl / I had something going, mister, in this world». Linhas que tudo dizem e que apenas não nos falam de porque a saúde não cabe nas músicas rock, pois quando cabe é para ser escrita aos modos de loucura como fizeram David Byrne ou Gilmour e Waters. Importa muito o trabalho, o que fazemos e o «eu» social que representa a nossa actividade.
Fechamos com uma análise de José Ramalho Fontes com a valia da AESE e da Academia. Novamente em foco as empresas e as razões porque queremos todos ser o Bruce Springsteen. Há sempre razões para sorrir para o futuro, e como há sempre razões para sorrir para o futuro, leremos risonhos os resultados que nos apresenta. Da mesma forma como sorríamos, enquanto crianças da Geração X, quando faltava a luz e nos alumiávamos com velas e lanternas em brincadeiras sem fim.

ESTA SEMANA

“Agarrados à Net”
“O uso problemático das tecnologias vai além do tempo de uso, mas sabe-se que quanto mais tempo os miúdos lá passam, maior é a probabilidade de se depararem com situações…
 
“Barómetro Edelman – ganhar confiança dá trabalho, mas também permite depois dar trabalho”
Uma empresa é muito mais que um negócio. É um capital de confiança, um bloco de consolidação social, um agente de transformação e uma garantia de bem-fazer.
 
“O trabalho é uma espécie de traje social completo que estrutura relações fundamentais”
a cultura, sob todas as suas formas, é uma espécie de «caixa preta» que contém o que não pode ser explicado racionalmente
 
“Os melhores anos de sempre”
O associativismo deve ser uma prioridade para ganhos de escala, de eficiências e de sentido de Marca. A lógica individualista deverá ser definitivamente deixada para um segundo plano
 



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sábado, 5 de fevereiro de 2022

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Valores, Ética e Responsabilidade | nº 615 - 1 fevereiro de 2022

Agora que o novo ano já percorreu um doze avos do nosso calendário, que os desejos das Festas e do Novo Ano se mantenham.

Um mês cumprido de 2022. Ainda é o “ano novo” e fazem-se balanços a 2021. Será no futuro conhecido como o segundo ano da pandemia. Também será conhecido como mais um ano da tremenda crise climática e assinale-se, agora que entramos neste Fevereiro, que Janeiro foi um mês de seca extrema. Aguardamos com expectativa sombria o relatório do IPMA sobre o mês que findou esta madrugada.
Começamos esta semana com o contributo de Luís Veiga Martins, Chief Sustainability Officer da Nova SBE, que nos fala dos temas que vamos ouvindo nas notícias e que cada vez mais merecem a nossa atenção. Não se estranha que os desafios climáticos estejam no topo das preocupações sempre que um inquérito é posto em marcha. Luís Veiga Martins traz-nos um estudo realizado pelo CEMS que reúne 34 universidades de vários países. Se é esta a grande preocupação demonstrada, é desta grande preocupação que devemos tratar e não há volta a dar.
No ciclo de debates de preparação para o congresso da ACEGE, adiado para Abril devido à situação pandémica, o núcleo do Ribatejo reuniu quatro vozes que trabalham na área agrícola, primordial no combate à crise climática, seja pelo seu papel no cultivo dos solos que estão à mercê directa destas alterações, seja pelo seu papel preponderante na sustentabilidade da biosfera. Ouvimos quem ouve a terra por trabalhá-la de perto e este testemunho merece a máxima atenção.
E porque no ciclo se aborda a crise humanitária decorrente das alterações climáticas e dos conflitos que afligem uma grande parte do mundo, trazemos o relatório da Oxfam aos nossos leitores, que ilustra bem o agravamento das desigualdades originado pela pandemia. Há efectivamente muitos pobres no mundo e as condições em que vivem merecem a nossa reflexão e todo o nosso cuidado. Estes números representam pessoas e nunca o devemos esquecer.
O quarto conteúdo desta semana é-nos entregue por Mariana Esteves, investigadora da Nova SBE. O balanço social que apresenta não nos mostra uma situação bonita. Os indicadores estão todos na zona de alarme e, mais uma vez, estes números representam pessoas e famílias. Mais uma reflexão que propomos aos nossos leitores.
Agora que o novo ano já percorreu um doze avos do nosso calendário, que os desejos das Festas e do Novo Ano se mantenham. Afinal bem sabemos que as miss Universo têm toda a razão quando lhes perguntam pelos grandes desejos que querem ver realizados.

ESTA SEMANA

Naturalmente, o ambiente no topo dos desafios do Século XXI
“Os desafios ambientais passaram a estar no topo da tabela com uns expressivos 43% depois de em 2018 terem ficado no segundo lugar com menos 20 pontos percentuais”
 
“Hoje em dia os portugueses não ambicionam desempenhar uma profissão agrícola”
“os casos de Odemira e das estufas do Oeste percorreram a comunicação social e podem transmitir uma imagem errada do que realmente se passa, pois as boas notícias não merecem…
 
“Não há vacina contra a desigualdade”
“Este apartheid no acesso às vacinas está a tirar vidas e a colocar uma carga ainda mais pesada na desigualdade em todo o mundo”
 
“Portugal, Balanço Social 2021”
“Os dados provisórios do primeiro ano de pandemia (…) apontam para mais 200 mil pessoas em situação de pobreza entre 2019 e 2020, ou seja, um total de 1,9 milhões…
 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

A trilogia da ficção do século XX

A trilogia da ficção do século XX

Existem três livros que são referência quando se fala em obras de ficção científica do século XX. Publicados em décadas diferentes e por autores diferentes, os três juntos são considerados uma trilogia que mostra um futuro apocalíptico assustador a quem está acostumado às regras atuais (ou daquela época) que vigoram na sociedade. Mesmo datando de muitos anos atrás, quando a tecnologia era mais escassa e nem se ouvia falar em telefones celulares, esses três livros não deixam de conter um enredo atual. Tratam-se de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, 1984, de George Orwell, e Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.

O grande fio que une essas obras, além de serem futuristas, é a alienação. Os autores representaram personagens que vivem em mundos onde tudo é controlado, mas que esconde um descontrole que torna o ambiente um lugar caótico. Apenas lendo o enredo das obras para visualizar melhor essa trilogia que marcou o ramo da ficção no século passado.

Admirável Mundo Novo

Admirável Mundo Novo foi publicado por Aldous Huxley em 1932, e retratava uma época futurista onde as crianças são criadas em laboratório e são “programadas” a pertencerem a uma determinada classe social e respeitar todas as leis e regras da sociedade. A alienação é total: não há dilemas morais, religiosos ou sociais. Qualquer dúvida que ouse penetrar na mente de algum cidadão desse mundo é sanada com o consumo da “soma”, a droga da felicidade. Não há família, não há religião, não há senso comum, não há escolhas.

Dentro desse mundo, Bernard Marx se sente diferente. Ao encontrar Linda e seu filho John, que vivem ainda conforme os preceitos do “passado”, Bernard vê uma chance de se impor com superioridade. Ter filhos era inconcebível, e Linda e John sofrem preconceitos e são tidos como “selvagens” nessa sociedade altamente organizada.

No livro, Huxley dá voz à sua preocupação com os constantes avanços da sociedade e, principalmente, com os governos totalitaristas. Ele mostrou que a civilização peca pelo excesso: não pode ser perdida e sem respeito às regras, mas também não pode ser obediente demais.

1984

Em 1949 é a vez de outra obra literária chocar o mundo com sua visão apocalíptica do futuro. É 1984, onde George Orwell apresenta uma sociedade totalmente controlada, que com mentiras mantém todos em uma sensação de conforto ilusório. Nesse ano, que para nós já é passado, o mundo é governado pelo Grande Irmão. Todos são vigiados em seus trabalhos e nas próprias casas pelas tele-telas. Notícias e livros são constantemente alterados para mostrar eficiência e exatidão nas previsões do governo. Nada é contestado e as pessoas que apresentarem qualquer sinal de oposição literalmente somem do mapa. Tudo é fortemente controlado para manter o Partido no poder, qualquer ameaça é descoberta e exterminada.

Aqui, Winston, funcionário do Departamento da Verdade, começa a perceber as falhas da sociedade. Uma nova língua é imposta, o canto de hinos e de demonstração de ódio para com outras ideologias é obrigatório. As palavras, justamente por conta da Novilíngua, perdem seu sentido. A verdade é a mentira, o amor é a guerra. Ninguém está seguro, nem mesmo aqueles que seguem à risca todos os “mandamentos” ditados pelo Partido. A simples fagulha mental de tentar ser diferente é uma condenação.

Laranja Mecânica

Já Laranja Mecânica, de 1962, apresenta uma sociedade fora do controle. Os jovens retratados por Anthony Burgess tomam conta da vida urbana com crueldade e extrema violência. Eles roubam, espancam, estupram e matam qualquer pessoa, não respeitando autoridade ou idade. A fim de controlar essa “ultra-violência”, as entidades que devem cuidar da segurança optam por punir esses jovens com a mesma moeda.

Alex, um adolescente de 15 anos, é chefe de uma gangue e acaba por ser preso depois de uma noitada catastrófica. Ele se torna a cobaia de um novo método de conter a violência: o Ludovico. E o livro traz a pergunta: é possível mudar a natureza de uma pessoa e soltá-la na sociedade normalmente, como se nada tivesse acontecido? Ela terá realmente uma “vida nova”?

Essas três obras chocam pelo seguinte aspecto: a falta de livre arbítrio. Dentro de Admirável Mundo Novo, você nasceria pronto para respeitar todas as regras sociais. Em 1984, você teria de abdicar dos prazeres e confortos até chegar ao ponto de nem lembrar de sua existência. Em Laranja Mecânica, você se rende à violência ou, caso esteja do outro lado e passe pelo “Tratamento Ludovico”, você se vê incapaz de matar até uma mosca contra a sua vontade. A sociedade, daquela época e de hoje, não se vê vivendo de outra forma senão em uma que te ofereça escolhas. Os três livros são altamente recomendados para vermos que a sociedade em que vivemos hoje é ruim em vários aspectos, mas maravilhosa comparada com as da ficção. 







1 – Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury

John Wyndham, Ray Bradbury e outros escritores em alta durante a década de 1950 foram leituras de formação para Margaret Atwood, então uma grande consumidora de ficção científica e ficção especulativa. Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, Fahrenheit 451 revolucionou a literatura com um texto que condena a opressão anti-intelectual nazista e revela sua apreensão numa sociedade opressiva do mundo pós-guerra. O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Em 1966, o diretor François Truffaut adaptou o livro e lançou o filme homônimo.

2 – 1984 (1949), de George Orwell

Publicado originalmente em uma edição simples em brochura da qual Margaret Atwood ainda se recorda, o futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX e se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. Na história, Winston vive aprisionado na engrenagem de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas em que cada pessoa vive sozinha. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel.

3 – Admirável mundo novo (1932), de Aldous Huxley

Ao lado de Fahrenheit 451 e 1984, esse foi um dos livros que despertou o interesse de Margaret Atwood por distopias quando a escritora ainda era adolescente – fascínio que perdurou durante o período de sua graduação em Harvard no início dos anos 1960.  O romance distópico de Aldous Huxley mostra uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual pessoas são programadas em laboratório e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série e a uniformidade. Em Admirável mundo novo, a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo.

SHIFT - O Poder Curativo do Coração, Jorina Elbers, MD

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